sábado, 31 de março de 2012

Um amigo poeta escreveu


                                                            Encomende sua tela
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Dóris Helena Soares da Silva Giacomolli, nasceu em São Lourenço do Sul, Rio Grande do Sul. Mas, como ao artista não basta tão só a arte de nascer – é preciso brilhar! Dóris brilhou ainda quando menina, no instante em que seus olhos fascinaram numa caixinha de lápis de cores da coleguinha de classe, ali acordara o instinto da arte que nascera com ela, e começava então a clarear seu universo artístico...

Aos vinte anos, ou um pouco mais, foi então que um anjo certo dera-lhe as mãos pincéis e tintas, e na sua frente pusera uma tela... Um anjo, como o que falara a Drummond: “Vai, Carlos! ser gauche na vida”, disse a Dóris: “Vai, Dóris! ser artista na vida!” E ela seguiu...

Sob o pincel, como em mágica, nascia a beleza dos versos pintados... E os anjos bradavam: “São poemas que ela pinta! As rimas são as tintas!” Dóris rimos (pintou) seus primeiros trabalhos em uma atmosfera confusa... Por escolhas das necessidades que a vida propõe, Dóris abandonara os pincéis por algumas vezes, apenas os pincéis, pois o gênio criativo a acompanhava, sempre ativo no seu interior, ganhando asas para em momentos oportunos voar! Brilhar! Pintar!...

Dóris fez vestibular e, com muito esforço ganhou uma bolsa para o curso de Artes Plásticas, porém não chegou a concluir o primeiro semestre, pois as necessidades lhe impulsionara a outros caminhos... Formou-se em docente, e passou a exercer a profissão em Língua Portuguesa, inglesa e literatura. Graças ao seu filho mais velho que ela descobriu uma nova arte, o jogo de xadrez, que passou a ensinar a seus alunos no colégio que leciona... Arte que tornou a ser tema bastante trabalhado em suas telas, uma inspiração à belos trabalhos!...

É neste bailado dos pincéis sobre superfícies incolores que a artista, mãe de três filhos, que fazem parte de seu grandioso acervo de obras primas, rítmica seus versos em cores que vão criando fascinações!... O olhar da menina que encantou-se outro dia com uma simples caixinha de lápis de cores é diferente, não é comum, enxerga a essência das coisas a as transformam de abstrato ao concreto.

Dóris, é amiga do silêncio, como os grandes artistas da humanidade. É no silêncio que o gênio da criatividade atua. O silêncio florido, perfumado, de sabores infindos... No silêncio em si mesmo o carpinteiro de Jerusalém trabalhava as peças rusticas intuindo o homem belo, assim fazia o Sábio grego e o Aleijadinho das Minas Gerais, desrolpava das pedras, belas obras de artes. De mesmo modo trabalha a amante do silêncio... São florais, natureza morta, paisagismos, casarios, figuras humanas que, às mãos desta talentosa mulher vão dando formas e cores com uma pitada de alma amorosa...

Assim é Dóris Helena, uma autentica Artista Plástica! – autodidata.

Agnaldo Tavares Gomes











“CAIXA DE LÁPIS DE COR”
55 X 95


Quando eu era menina, “adolescendo”, eu admirava uma caixa de lápis de cores, uma grande , de 36 cores, que umas colegas tinham e nunca usavam, apenas colocavam ao lado dos cadernos, na classe, a espera de não sei o quê... Eu olhava para as cores e tinha vontade de fazer muitas coisas com elas, até de comê-las!!! Naquele tempo eu fazia retratos, com lápis preto. Só fui tocar em tinta com 20 anos ou mais... Não sou pintora, não aprendi a pintar, então não posso dizer que sou pintora, só que pinto. Posso dizer que sou professora de inglês, português e literatura porque tenho diploma de uma Universidade Federal Brasileira que me qualifica para isso e porque tenho um concurso estadual que ratifica meu diploma! Então sou professora, trabalho, ganho meu dinheiro e faço dele o que quiser e compro telas e tintas e pinto; para mim, para meu prazer, para mexer com as cores que sempre amei, desde que lembro... Pinto o que gosto, pinto para mim. Se vender, adoro, se não vender, gosto também, se receber uma opinião construtiva, um elogio, fico feliz por dias, mas se pinto uma tela que me satisfaz, fico feliz também, feliz comigo, feliz porque construí, fiz das cores, um mundo, um lugar...

Mas, mais do que cores, amo formas, amo paisagens, flores, casas... Eu sei que alguém pode dizer: Mas se já inventaram a máquina de fotografia, tira uma foto!
Um fotógrafo também sabe, como eu, que para tirar uma foto, ele também precisa “fazer a paisagem”, esperar a luz, esperar o céu se preparar, e a nuvem se formar...é uma forma de arte, altamente qualificada, tirar uma foto! E também pintar uma paisagem!
Paisagens já existiam antes de pintores darem suas vidas para aprenderem a retratá-las com perfeição em suas telas, existiam desde que foram criados o céu e a terra, a partir do nada, do caos, da luz ser dividida da escuridão e a água da terra, e terem surgido plantas e árvores, frutas, flores e peixes no mar e pássaros no céu e animais na terra.
...por que então os homens gregos, ou renascentistas e muitos outros, de muitas épocas, através dos tempos, quiseram estas paisagens retratadas em suas paredes, se bastava olhá-las de suas janelas?

Uma pessoa não pode, simplesmente,tirar qualquer foto, pintar qualquer céu, a qualquer hora, sem pôr nisso, Arte...

“CAIXA DE LÁPIS DE COR” ressuscitou de muitas conversas e dúvidas dos últimos dias. Frases como :_“ Eu nunca penduraria uma paisagem na minha parede”, ou” paisagens são ultrapassadas desde a máquina de fotografia” Será que eu saberia só misturar cores numa tela? Bom, misturei!!! ! Gosto mais de formas, e vou, depois desta, por enquanto, por um tempo, talvez longo, continuar pintando o que me satisfaz e me dá prazer!!!
Gostei das cores nesta tela, gostei, como gostava de olhar para aquelas caixas de lápis, cheias de cores, mas ainda tenho vontade de fazer coisas com elas, transformá-las em flores, em nuvens, em ...








Hoje é dia 18 de outubro de 2011 e o Abstrato foi transformado, habitado e renomeado:

"Abstrato habitado por ser meio humano"

55 X 95

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